Outro erro clássico nas perguntas da sessão Quala: tratar o lote de rastreabilidade alimentar como se fosse a identificação PPWR. Parece económico. Costuma ser frágil.
São regulamentos paralelos. Não hierárquicos. Cumprir um não prova o outro.
A embalagem precisa de tipo, número de lote ou série que permita ligá-la à declaração de conformidade do fabricante. O ponto não é ter "um número qualquer". É conseguir, a partir da embalagem (ou do documento que a acompanha), chegar à declaração correcta.
O lote alimentar muda com a produção. A tipografia da embalagem, os materiais e a declaração PPWR mudam noutro ritmo. Se usas um identificador que roda todos os dias, a ligação à declaração ou fica artificial ou fica impossível de auditar com calma.
Isto parece burocracia. Na prática é o contrário: reduz o número de declarações e torna a pasta auditável.
Podes cobrir várias referências com a mesma declaração se materiais e componentes forem idênticos. No momento em que mudas capacidade, material, peso ou um componente, partes o grupo.
Exemplo duro e útil: 250 ml e 750 ml não são "a mesma embalagem com tamanho diferente" para este efeito. Pedem declarações separadas.
Embalagens de agrupamento e de transporte também estão no âmbito do PPWR, com requisitos próprios. Há isenções pontuais (por exemplo certas lógicas de paletes/cintas no que toca a reutilização). Isso não anula a disciplina da embalagem de venda: a identificação que liga à declaração tem de estar onde a regra pede — tipicamente na primária ou no documento que a acompanha.
O buraco mais caro: alguém aprova um novo filme, uma nova tampa ou um novo grama e a declaração antiga continua na pasta. Sem controlo de alterações, o código de tipologia mente.
Define um gatilho simples: qualquer mudança de material/componente/peso reabre declaração e, se preciso, evidência PFAS.
Este foi dos temas com mais "ah, então não é o lote". A série de artigos e a gravação da sessão (Quala Líder) existem para a equipa deixar de discutir semântica e passar a montar a tabela.
Só se cumprires três condições ao mesmo tempo: as autoridades conseguem identificar a embalagem por esse lote; há ligação clara entre o lote e a declaração do fabricante; a informação está na embalagem ou num documento que a acompanha (não só no ERP interno).
Sim, se materiais e componentes forem idênticos. Alteração de capacidade, material, peso ou componente exige declaração própria.
Porque o lote alimentar muda constantemente e serve outro regulamento. A identificação PPWR tem de ligar de forma estável a tipologia à declaração de conformidade.
Na embalagem primária ou em documento que a acompanhe. Embalagens secundárias e terciárias entram no PPWR com regras próprias, mas a identificação exigida para este efeito não se resolve “escondida” só na caixa exterior.
No mínimo cinco anos.
A sessão Quala de 30 de setembro ficou gravada para o Quala Líder. A próxima sessão ao vivo é a 29 de outubro.