Isto veio várias vezes na sessão Quala sobre PPWR. O fornecedor manda um papel a dizer "PFAS não adicionados intencionalmente". A equipa arquiva. Fica descansada. E no dia em que alguém pede evidência séria, o papel não aguenta.
Desde 12 de agosto de 2026, em embalagens de contacto alimentar, as restrições a substâncias de preocupação (incluindo PFAS acima dos limites) não se resolvem com uma frase genérica.
Podes guardá-los como peça do processo. Não os trates como o fecho do processo.
Depende do material e do fornecedor, mas o princípio é simples: alguém independente da tua vontade comercial tem de conseguir perceber porque aquela tipologia cumpre.
Na prática, isso passa por documentação técnica do fornecedor, ensaios quando a documentação falha, e uma declaração de conformidade do fabricante assente nessa base. Se o fornecedor não colabora, o fabricante não fica "desobrigado". Fica com um problema a resolver: pedir, pressionar, mudar fornecedor ou analisar.
Não é obrigatório destruir nem reembalar tudo por calendário. É obrigatório avaliar.
Destruir sem avaliar é desperdício. Não avaliar é risco.
Uma análise por tipologia/capacidade bem definida chega para começar. Agrupa embalagens com a mesma lógica de material e uso. Não encomendes 40 ensaios porque tens 40 referências comerciais se 8 grupos cobrem o risco real.
Regista o critério de agrupamento. Se amanhã mudares um componente, o grupo parte-se e a evidência antiga pode deixar de servir.
O erro de processo é o mesmo: aceitar linguagem comercial no lugar de evidência. Trata PFAS e metais pesados no mesmo rigor de pasta: o que foi pedido, o que veio, o que falta, o que foi ensaiado, quem decidiu.
Este tema foi dos que mais "doeu" na sessão de 30 de setembro. A compilação das Q&A e a gravação (Quala Líder) ajudam a alinhar Qualidade, Compras e Fornecedores na mesma linguagem.
Não como evidência suficiente por si só. Precisas de suporte técnico que permita defender os limites aplicáveis. Se o fornecedor não dá análises úteis, o fabricante tem de obter evidência, incluindo análise laboratorial quando necessário.
Não automaticamente. Avalia caso a caso. Se não há prova de conformidade, analisa. Se não cumpre os limites, aí sim destrói.
Na prática, uma análise por tipologia/capacidade bem definida costuma ser o ponto de partida. Agrupa embalagens equivalentes antes de encomendar laboratório.
O fabricante continua responsável. A falta de resposta do fornecedor não suspende a obrigação. Documenta pedidos, prazos e a decisão de analisar.
Identificação da tipologia, composição/peso, fornecedores, pedidos de informação, ensaios, avaliação PFAS/metais pesados, declaração de conformidade e controlo de alterações.
A sessão Quala de 30 de setembro ficou gravada para o Quala Líder. A próxima sessão ao vivo é a 29 de outubro.